quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aprendendo com a Metafísica

MENSTRUAÇÃO
Renovação Desprendimento e aceitação da feminilidade

A Menstruação começa na puberdade e continua até a menopausa, aproximadamente 40 anos mais tarde. A menstruação marca o início de um novo ciclo da mulher. Ela surge porque não ocorreu a fertilização do óvulo.
Durante o período de ovulação, existe uma orquestra de hormônios para favorecer a reprodução. É como se o organismo se mobilizasse para criar condições propícias à gravidez. Como ele não ocorre, o processo é revertido, dando início a menstruação.
Com a menstruação surge uma significativa mudança no corpo da mulher.
A menstruação representa um importante marco metafísico do desprendimento e da renovação. Metafisicamente ela expressa a necessidade do desapego das pessoas, das experiências vivenciadas, das próprias idéias formuladas, etc. , dando abertura para o novo.
A menstruação é uma experiência mensal no corpo da mulher que exercita a sua habilidade de adaptar-se ao novo.
A maneira como a mulher reage as mudanças na sua realidade de vida, como a ruptura de um relacionamento afetivo ou, ainda, ser privada de usufruir de algo bom, vai influenciar no seu ciclo menstrual.
Quando ela consegue fazer suas transições sem maiores danos emocionais, isso influencia positivamente nos ciclos menstruais. Já quando as mudanças em sua vida são encaradas de maneiras trágicas e a transição é feita a base de muita turbulência, isso poderá interferir no ciclos causando os distúrbios menstruais. A experiência feminina desenvolve a habilidade para lidar com significativas transições na vida, facilitando a mulher melhores condições para lidar com esses processos. O mesmo não acorre com o homem; eles encontram mais resistência para mudar seus valores internos, alterar o curso de uma situação ou ainda superar um rompimento na relação com a pessoa amada.
Geralmente a mulher tem mais fibra para lidar com esses eventos do que o homem. A experiência da maternidade por exemplo, exige da mulher essa capacidade de profundo envolvimento seguido do desprendimento.
No início da gravidez ocorre uma espécie de fusão energética com o ser que está sendo gerado por ela. O elo entre a mãe e o bebê no útero é a maior integração que se pode alcanças com um outro ser. Durante a fase de gestação, o bebê tornar-se praticamente parte do seu próprio ser.
No parto, a mulher vivencia uma grande ruptura, o bebê é praticamente arrancado dela e passa para seus braços. Esse processo não é mais complicado porque a mulher é compensada com a presença do filho nos braços e pode contemplá-lo a todo instante. Mesmo assim, algumas mulheres entram em depressão pós-parto, tamanho o abalo causado por esse processo.
No âmbito metafísico, a menstruação também está relacionada ao processo de desenvolvimento da sensualidade e da sexualidade feminina. Ela é um fato fisiológico marcante para a mulher, coroando a sua condição feminina. Por isso qualquer conflito em relação a sua própria natureza ou com a sexualidade poderá afetar o processo menstrual.
Fonte – Metafísica da Saúde Vol. 2

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